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“Salvador tem capacidade de oferecer uma educação muito melhor”: Maria Marighella critica gestão municipal após resultado da educação de Salvador no Ideb

“Salvador tem capacidade de oferecer uma educação muito melhor”: Maria Marighella critica gestão municipal após resultado da educação de Salvador no Ideb

Por Redação

07/08/2026 às 19:43

Imagem de “Salvador tem capacidade de oferecer uma educação muito melhor”: Maria Marighella critica gestão municipal após resultado da educação de Salvador no Ideb

A candidata a deputada federal e ex-vereadora de Salvador Maria Marighella (PT) criticou o desempenho da rede municipal de ensino da capital no Ideb 2025 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e classificou os resultados como o retrato de uma “década perdida” para a aprendizagem durante as gestões de ACM Neto e Bruno Reis. Nos anos iniciais do ensino fundamental, Salvador alcançou nota 5,6 e ficou na 23ª posição entre as 26 capitais avaliadas.

“Não estamos falando apenas de uma posição em um ranking. Isso é uma parte do problema mas não necessariamente o foco. O foco são as crianças, o direito de aprender e as oportunidades que são abertas ou fechadas a partir da escola. A escola não deve ser entendida apenas como o ambiente das aulas, mas como lugar de convivência, de reforço de comounidade e de garantia de direitos. Um espaço fundamental na constituição de cidadania e mediação da vida das cidades”, afirmou Maria.

O resultado do Ideb também expõe uma estagnação na aprendizagem. Na avaliação de Língua Portuguesa que compõe o índice, os estudantes do 9º ano da rede municipal alcançaram 240,1 pontos em 2025, praticamente o mesmo desempenho registrado dez anos atrás, quando a média foi de 240,7 pontos.

O cenário atravessa mais de uma década de administrações do mesmo grupo político à frente da Prefeitura. Entre as 416 redes municipais baianas com Ideb calculado nos anos iniciais, Salvador aparece apenas na 149ª posição, superada por 148 municípios do interior do estado.

Para Maria, os números colocam em xeque o discurso de eficiência administrativa construído pelas gestões de ACM Neto e Bruno Reis.

“Uma cidade não é bem administrada apenas porque entrega obras que podem ser fotografadas. Gestão também se mede pelo que acontece todos os dias dentro de uma sala de aula. Salvador tem orçamento, estrutura e capacidade para oferecer uma educação pública muito melhor. O que falta é tratar a aprendizagem das nossas crianças como prioridade de cidade”, criticou a ex-presidenta da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Em 2025, a relação da gestão municipal com os profissionais da educação também foi marcada por uma greve que durou 74 dias. Professores e demais trabalhadores da rede reivindicaram, entre outros pontos, valorização profissional e melhorias relacionadas à carreira. Para Maria, “não existe projeto sério de educação que seja construído contra os educadores”.

“Professor precisa ser valorizado, ouvido e reconhecido como parte fundamental de qualquer transformação da escola pública. Depois de mais de dez anos do mesmo grupo governando Salvador, não dá para naturalizar que a maior cidade da Bahia continue tão atrás na educação. Nossas crianças não podem esperar mais uma década”, concluiu Maria Marighella.

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