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Denúncia: Prefeitura de Salvador mantém pagamentos a empresas investigadas por lavagem de dinheiro após Bruno Reis garantir cancelamento de contratos
Denúncia: Prefeitura de Salvador mantém pagamentos a empresas investigadas por lavagem de dinheiro após Bruno Reis garantir cancelamento de contratos
Por Redação
07/08/2026 às 14:36

Empresas integram grupo investigado por suposto esquema de corrupção que movimentou R$ 321 milhões
Perto de completar um mês da operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) que investiga indícios de esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro na Prefeitura de Salvador, a gestão de Bruno Reis segue realizando pagamentos às empresas investigadas. Os repasses acontecem mesmo após o prefeito anunciar que todos os contratos seriam rompidos.
Naquela ocasião, a Justiça da Bahia determinou o afastamento de Luciano Sandes, então secretário de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro. Presente na administração municipal desde a gestão de ACM Neto, Sandes teria atuado em favor das empresas investigadas dentro da gestão municipal, segundo as investigações.
Três dias após a operação, Bruno Reis, afilhado político de ACM Neto, disse à imprensa que todos os contratos com as cinco empresas investigadas seriam cancelados pela gestão municipal. A promessa, no entanto, não foi cumprida.
A Prefeitura de Salvador fez sete pagamentos à Podium Distribuidora após a operação. Segundo o Ministério Público da Bahia, ela integra um grupo de empresas que compartilham estruturas e recursos, sendo utilizadas conforme a conveniência das licitações. Os repasses feitos pela gestão municipal depois que a Justiça determinou o afastamento do secretário chega a R$ 132.530, de acordo com informações do Portal da Transparência.
A G3 Polaris também segue recebendo dinheiro da Prefeitura de Salvador, mesmo após ter sido beneficiada de forma ilegal em licitações da Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman), segundo o Ministério Público da Bahia.
Desde a operação do MP-BA, a gestão fez três repasses à empresa, totalizando R$ 19.743. Juntas, as cinco empresas investigadas por participação no esquema receberam R$ 321 milhões em contratos com a gestão de ACM Neto e Bruno Reis, entre 2015 e 2026. Além da Podium e G3 Polaris, são alvo do Ministério Público a LN Distribuidora, WLSP Logística e MP2 Construções.
Faturamento multimilionário
A investigação do Ministério Público da Bahia aponta a existência de um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro que teria atuado dentro da Prefeitura de Salvador desde 2015, atravessando as gestões de ACM Neto e Bruno Reis. Segundo as apurações, cinco empresas investigadas faturaram mais de R$ 321 milhões em contratos com o município, atuando de forma coordenada para vencer licitações e garantir pagamentos com recursos públicos.
A operação teve como alvos empresários, servidores públicos e agentes políticos ligados à administração de ACM Neto e Bruno Reis. De acordo com o MP-BA, o grupo era dividido em núcleos que atuariam em conjunto para direcionar contratos, assegurar a execução dos pagamentos e conferir aparência de legalidade às contratações.
